II Jornadas da Cátedra SAPI: ciência, prevenção e desporto na infância
O que acontece aos pés de uma criança quando corre, salta ou treina várias vezes por semana? Como distinguimos o que é próprio do crescimento de uma possível sobrecarga? Quando devemos intervir perante um desconforto? E que papel desempenha o calçado em tudo isto?
Perguntas muito concretas. Respostas, nem sempre tanto.
Foi precisamente sobre isso que se falou no passado dia 18 de setembro, em Granada, durante as II Jornadas da Cátedra de Saúde do Pé Infantil UCAM–Pablosky, dedicadas, nesta edição, à ciência, à prevenção e ao desporto na infância.

Ao longo de todo o dia, profissionais de podologia, fisioterapia, medicina, investigação e desporto partilharam conhecimentos, experiências e também as questões que ainda precisam de ser investigadas.
Falou-se de como se desenvolvem os pés de uma criança ativa e de como a sua forma de se movimentar muda à medida que cresce. De lesões frequentes no desporto infantil, como a doença de Sever, a dor plantar ou as lesões por uso excessivo. De dor, desempenho, exercício terapêutico e prevenção.
E houve até uma mesa-redonda centrada numa pergunta que dá muito que falar:
Crianças, desporto e lesões: intervimos demasiado ou demasiado tarde?
A especialização desportiva precoce, as cargas, a adaptação, quando observar, quando tratar e quando encaminhar foram temas em debate.

Do conhecimento à prática
A tarde foi dedicada a pôr em prática muitos destes temas.
Houve workshops sobre exercício terapêutico, análise da marcha e da corrida, controlo motor, avaliação funcional, identificação de fatores de risco e prevenção de lesões.
E também se falou de calçado.
José Manuel Castillo López, da Universidade de Sevilha, orientou um workshop sobre avaliação biomecânica e podológica da criança desportista, no qual se explorou a relação entre pé, calçado, palmilha e atividade desportiva.
Vários modelos da Pablosky fizeram parte dos testes e permitiram analisar com os participantes diferentes tipos de calçado, as suas características e a sua adequação a diferentes necessidades e utilizações.

Pôr o produto em cima da mesa também significa isto: observá-lo de outras perspetivas, ouvir quem trabalha diretamente com os pés das crianças e continuar a fazer perguntas.
Sem atalhos nem respostas universais. Porque também não há duas crianças iguais.
Muitas especialidades. Um tema comum: os pés das crianças.
Por detrás das jornadas estiveram pessoas que já fazem parte do dia a dia da SAPI, como Gabriel Gijón Noguerón, Carolina Rosende Bautista, Laura Pérez Palma e Chema Castillo, a par de investigadores e profissionais de diferentes universidades e áreas da saúde e do desporto.
Podologia, fisioterapia, medicina, biomecânica, investigação, desporto...
Cada um a olhar para os pés das crianças de uma perspetiva diferente.
E todos a partilhar conhecimentos sobre questões que dizem respeito a coisas tão quotidianas como correr, brincar, praticar desporto ou calçar os sapatos todas as manhãs.

É isso que queremos que seja a Cátedra de Saúde do Pé Infantil UCAM–Pablosky: um espaço onde diferentes perspetivas se possam encontrar, colocar questões, investigar e partilhar conhecimentos.

Em Granada estiveram também Roberto Cámara, o nosso representante na Andaluzia, e distribuidores da Pablosky da região, que puderam conhecer de perto o trabalho da Cátedra e participar nas jornadas.
Ainda há muitas perguntas sobre os pés das crianças. E queremos continuar a reunir quem nos pode ajudar a encontrar as respostas.
